terça-feira, julho 31, 2007
Meme em Atraso (I)
quinta-feira, julho 26, 2007
quinta-feira, julho 19, 2007
quarta-feira, julho 18, 2007
Relato de Férias: Holanda
O quê? Eu explico. Por sugestão do A.R., decidimos ir acampar, como no ano passado. Desta vez, escolhemos um cenário de praia fluvial. Água, árvores, tranquilidade e nós os dois. Em vez de um parque de campismo tradicional, optámos por uma quinta que encontrámos na net, onde se podia montar tenda na mesma, mas mais sossegada. Ligámos a reservar a estadia, e uma senhora simpática de sotaque carregado confirmou que tinham lugares.
Quando chegámos, deparámo-nos com um sítio muito giro. Um cantinho com todas as condições, muito bem arranjado, com direito a piscina e tudo (que chegámos a experimentar). O engraçado é que assim que passávamos os portões para dentro, estávamos num lugar híbrido, português porque ali era Portugal, mas onde todos, tirando nós os dois, falavam holandês, ou alemão, ou quanto muito inglês. Não só os anfitriões, que por sinal eram muito simpáticos, mas também os campistas. Éramos os únicos portugueses! Apesar disso, sentimo-nos em casa. A sensação durante as férias foi de que estávamos a acampar no quintal de amigos.
Chegámos, montámos a nossa tenda “Sport Billy”, o que demorou exactamente dois segundos, e depois passámos quatro dias a aproveitar as instalações e as redondezas.
Fizemos um amigo, o Vasco, a figura escura nas fotos abaixo. Viajámos de carro por caminhos tortuosos, inclinados e estreitinhos, tudo um pouco acima do meu limite de conforto. Procurámos praias, e em vez disso encontrámos piscinas de rio artificiais. Fizemos os nossos grelhados de campismo, que davam refeições fantásticas à sombra das árvores. Visitámos Tomar, onde vimos entre outras coisas o Café Paraíso, patos, o ovo estrelado mais inacreditável da história dos restaurantes, a loja de vestidos de noiva do Inferno, e o “Mistério da Estrada de Sintra”. Tivemos uma serenata nocturna de música pimba à boca da tenda, a aquecer o frio da noite de S.João.
E voltámos para casa, que o tempo não deu para mais. Com a sensação de que, mais uma vez, tínhamos ido “para fora cá dentro”.
segunda-feira, julho 16, 2007
Campanha Eleitoral



sexta-feira, julho 13, 2007
Dia de Azar
sexta-feira, junho 29, 2007
Relato de Férias: Japão
Foi uma óptima noite... pela comida fantástica e pela companhia, que é a melhor... que nos levou ao Japão sem sair de casa.







Domo Arigato.
quarta-feira, junho 27, 2007
Quatro mais Um

Se gostei? Gostei. Este é um dos meus géneros preferidos, por isso à partida começa logo com pontos positivos… Afinal, depois de tanto tempo em que só lia revistas de super-heróis, posso vê-las desenrolar-se à minha frente, a cores (estonteantes) no ecrã. Mas vê-las, e não imaginá-las apenas, seria perfeito se o meio cinematográfico transmitisse sem tirar nem pôr o meio impresso. A verdade é que o que resulta num nem sempre resulta noutro, e isso, para quem já leu os originais, faz com que o filme, adaptado como inevitavelmente tem de ser, acabe por ser um “quase aquilo”. Isto desculpa-se, mas neste caso, só em parte.
A adaptação do argumento de um clássico como “A Chegada de Galactus” (peço desculpas se estraguei surpresas a alguém) terá de ser isso mesmo, uma adaptação. Nunca poderíamos ter num filme as nuances – e talvez pareça estranho a quem nunca leu Marvel que esteja a falar de nuances numa obra de banda desenhada – presentes num épico dessa magnitude, emprestada não só mas também por anos e anos de background que são o Universo Marvel. Mesmo assim, a parte da história que envolve o Surfista Prateado e o seu Mestre é satisfatória, ainda que curta.
No entanto, no centro de cada história, e o Quarteto Fantástico não é excepção, estão os personagens. Que infelizmente no filme estavam, como a passagem de BD para cinema, “quase lá”.
O Tocha Humana e o Coisa pareciam autênticos putos a guerrear um com o outro. E se isso é desculpável no que diz respeito ao Tocha, um late teen / daredevil / bon vivant, é bastante estranho num homem amargurado transformado em monstro de pedra. Se juntarmos a estes dois o casal Mulher (de Personalidade) Invisível e Senhor (Nem Por Isso) Fantástico, o resultado é uma família fraquinha. A caracterização do grupo como família deliciosamente disfuncional, parte inerente dos comics e que o torna afinal mais real, traduz-se basicamente no filme por uma cena de gritaria entre os quatro que para mim não funciona. Só me faz pensar “Calem-se lá com isso e vão apanhar o mau!”.
O outro lado da trincheira traz também um Doctor Doom despido tanto de armadura como de carisma. Surpresa das surpresas, no segundo filme da série alia-se aos bons apenas para (outra reviravolta inesperada – desculpem lá o spoiler) mais tarde os trair.
O personagem mais fiel ao original é afinal o extraterrestre. O Surfista Prateado é uma visão tornada realidade, decalcada da minha imaginação para o ecrã. No pouco tempo de interacção com os restantes, o homem que enterrou a sua humanidade para que o que amava pudesse continuar a existir brilha para além da sua pele prateada. É irónico que a pessoa mais real seja aquela feita por CGI.
Erros de casting aparte (nunca me vão convencer que Jessica Alba é a Mulher Invisível, por mais voltas que dêem), o problema maior do filme foi não ter levado os personagens suficientemente a sério. Havia espaço para deixá-los crescer, dar histórias individuais a cada um, caracterizá-los e torná-los mais humanos. Pois o que é a fantasia sem uma boa dose de realidade? Em vez disso, optaram por fazer um filme ligeiro de hora e meia, dirigido aos putos, público preferencial de Verão. Só assim se explica que a história apontasse basicamente para o fim do mundo, mas ninguém parecesse importar-se demasiado com isso.
Não me interpretem mal. Continuo a dizer que gostei do filme. É um bocado bem passado, com super-heróis, acção, fantasia hi-tech, um surfista espacial e mesmo um helicóptero a cair no meio de um casamento. Creio que o termo técnico para isso é “fixe”. Ficou foi na boca o gostinho amargo da oportunidade desperdiçada.
P.S. - Se virem o filme, façam de conta que nunca viram o Senhor Fantástico a dançar. É mau. Muito mau. Por favor, esqueçam que aconteceu.
terça-feira, junho 26, 2007
We Belong
Supererò dentro di me gli ostacoli
I miei momenti più difficili
Per te
There is no reason, there is no right
It's crystal clear
I hear your voice
And all the darkness disappears
Everytime I look into your eyes
You make me love you
Questo inverno finirà
And I do truly love you
Fuori e dentro me
How you make me love you
Con le sue difficoltà
And I do truly love you
I belong to you, you belong to me
Forever
Want you
Baby I want you
And I thought that you should know
That I believe
And you're the wind that's underneath my wings
I belong to you, you belong to me
Ho camminato su pensieri ripidi
You're my fantasy
Per solitudini e deserti aridi
You're my gentle breeze
Al ritmo della tua passione ora io vivrò
And I'll never let you go
L'amore attraverserò
You're the piece that makes me whole
Le onde dei suoi attimi
I can feel you in my soul
Profondi come oceani
Vincerò per te le parole che io sento
Quanto bruciano dentro le parole che non ho più detto, sai...
Oh..
Want you
Baby I want you
And I thought that you should know
That I believe
Lampi nel silenzio siamo noi yeah
I belong to you, you belong to me
You're the wind that's underneath my wings
I belong to you, you belong to me
Yeah hey yeah he
Adesso io ti sento
I will belong forever to you
Anastasia & Eros Ramazzotti
segunda-feira, junho 25, 2007
quinta-feira, junho 07, 2007
terça-feira, maio 29, 2007
Meme
O meu meme... pensei que frase deveria escrever e não me saiu nenhuma, por isso, e como dicas de segurança são sempre valiosas, aqui vai.
Passo a quem porventura ainda passe por aqui, depois da falta de actualizações...
segunda-feira, maio 14, 2007
Foi um Festival
Marija Serifovic, vinda da estreante Sérvia, venceu o certame com o seu “Molitva”. Embora não tenha percebido a letra, facto que penso se deveu a não saber uma palavra de sérvio, a música e a maneira como interpretou a canção convenceram-me de que estava diante de um vencedor credível.
O segundo lugar, no entanto, é outra história.
Por momentos, chegou a conceber-se que Verka Serduchka, legítima seguidora do estilo Antonita Moreno, levasse “Dancing Lasha Tumbai(!)” ao lugar cimeiro do pódio.
Cada vez mais, o Festival se torna um mostruário de efeitos especiais, golpes publicitários e Músicas da Tanga ®. Ano após ano, e salvo algumas excepções, aumenta o número de participantes que aposta no “mais-que-festivaleiro”. Passada que é a era da canção pimba (que tentámos levar mais uma vez este ano, com a discípula de Emanuel, Sabrina), entramos na fase do “visual com música de fundo”. Por regra, o palco já por si psicadélico serve de base a performances que se aproximam do Cirque du Soleil, mas sem o mérito artístico.
Será que este é um futuro aceitável para o Eurofestival? Será que devemos aceitar as alterações como algo inevitável e deixá-lo continuar nos moldes que for, desde que continue? É que quer queiramos, quer não, sempre houve mais por trás do certame do que a mostra da realidade musical de cada país.
Na verdade, todos sabemos que o Eurofestival também serve para estimular o espaço Europa ao nível monetário e auto-promover o turismo europeu. Mas mesmo aceitando essa função, a questão que se impõe é até quando o modelo presente vai continuar a servir a Portugal em particular e a Europa Ocidental em geral. Com o progressivo aumento de participantes de Leste e o voto de compadrio e de vizinhança que sempre fez parte do certame mas que cada vez atinge níveis mais perturbadores da imparcialidade na avaliação do mérito de cada canção, é cada vez mais remota a hipótese de termos por cá uma final. Torna-se mesmo complicado ter um representante português que seja nessa mesma final. Então, porquê continuar a investir (e um investimento que não deve ser tão pouco como isso) numa situação que não nos trará dividendos? Para que o resto da Europa fique a conhecer Sabrinas?
Sinceramente não sei o que ache. Mas se calhar, Portugal devia ponderar a hipótese de partir para outros empreendimentos e trazer de volta, sei lá, os Jogos sem Fronteiras. Aí ao menos pessoal com estrelas na cabeça sempre tinha a ver com algum jogo. E escusávamos de, depois de pagar a factura, ficar ano após ano à porta da final, a olhar para dentro e a dizer “Que pena, ainda não foi desta…”
quinta-feira, maio 10, 2007
A Andar
E eis senão quando, numa das muitas rotundas que pontuam o meu percurso matinal, dois carros decidem passar ao mesmo tempo na minha saída, não chocando entre si por um triz. Acontece. O que já não é tão normal é o homem do jipe que vinha à frente travar de repente e sair do carro para tirar satisfações com o outro, bloqueando a estrada. Gesticulam ambos, e gritam, claramente discutindo de forma civilizada a questão da prioridade numa rotunda.
O trânsito pára, à espera que os senhores acabem. Felizmente, depressa chegam a um consenso (provavelmente sobre qual das respectivas mães tem uma virtude mais fácil) e lá seguem, cada qual acelerando tão desalmadamente como o outro. Provavelmente, para compensar o tempo perdido…
Até foram simpáticos, estes senhores. Não se pegaram à pancada. Isso tinha interrompido o tráfego por muito mais tempo. É que nesses casos a polícia demora tão pouco a chegar!...
quinta-feira, maio 03, 2007
Welcome to the Dark Side
O uniforme negro. Sandman. Venom. Gwen Stacy. A vingança do Green Goblin. Está tudo lá.
segunda-feira, abril 30, 2007
Estacionário
O estacionamento é actualmente e cada vez mais um problema, qualquer que seja o sítio onde vivamos. Os carros, como cogumelos, aparecem por toda a parte a um ritmo impressionante. O espaço de estacionamento é que não cresce; muitas vezes diminui mesmo. Há muitas alturas em que encontrar lugar é uma aventura; esta é uma realidade a que não conseguimos fugir. A par dela, porém, existe uma outra, que torna tudo ainda pior: a falta de civismo a estacionar.
Todos já passámos por isso, uma vez ou outra: automóveis que são estacionados bloqueando outros, impedindo os primeiros de sair e obrigando as pessoas a esperar e desesperar. Por vezes é compreensível. Um descuido, por não se reparar que tapávamos outros, ou uma questão de momentos quando quem estaciona não tem mesmo outra hipótese nas ruas caóticas em que conduzimos. Aceitamos as desculpas e vamos à nossa vida.
Mas quando esta situação é recorrente e quando metade dos dias tirar o carro do estacionamento envolve ter de buzinar e ficar à espera que (quase sempre) AS MESMAS PESSOAS se dignem a vir retirar a viatura para que eu possa sair, só apetece mandá-los para um certo sítio. Não sabia (que falha no meu conhecimento geral!) que quando se compra um estabelecimento se compra o estacionamento em frente e, muito menos, se adquire o direito de trancar os carros dos outros só para não ter de andar mais de 5 metros até chegar à porta do café. Deve ser assim, porque geralmente até existem lugares nas proximidades; é é uma chatice ter de procurá-los quando é tão mais simples deixar o carro mesmo ali.
Eu não funciono assim. Quando por força das circunstâncias tenho mesmo de estacionar em segunda fila não fico descansado. De dois em dois minutos venho verificar se o carro está a atrapalhar, e despacho o que tenho a fazer (e isso não inclui ir ao café) o mais rápido que consigo. Por outras palavras, sou estúpido. Infelizmente, grande parte dos condutores está-se a borrifar para os direitos dos outros, e como em tantas outras coisas hoje em dia, aplica-se a lei da selva. É o “salve-se quem puder"…
sexta-feira, abril 20, 2007
Boa Memória
sexta-feira, abril 13, 2007
Sexta – 13, Sábado – HEROES

quarta-feira, abril 04, 2007
Quando o puto faz anos
O meu irmão mais novo fez 18 anos. Deixou de ser tecnicamente um puto e passou a ser maior e, tanto quanto me lembro do boletim de vacinas dele, vacinado. Mais alto do que eu ele já era. Eu sabia disso, aceitava porque não tinha outro remédio. Mas apesar disso, ele sempre foi o miúdo, o infante lá da casa. O rei, muitas vezes. Porque é o mais novo, o menino quer, o menino manda. E agora…
Como é que já passou tanto tempo? Parece que foi ontem…
Lembro-me de quando os meus pais me chamaram a mim e à mana, nos sentaram no sofá e nos disseram que íamos ter mais um membro na família, e de como já não larguei a mão da minha mãe o resto da noite, apesar de já ter 14 e ser “um rapazinho crescido”. Lembro-me de irmos os quatro (os cinco) ao centro comercial comprar roupinha de bebé para o puto que aí vinha, lembro-me de como me assustei quando vi a minha mãe desfalecer e cair à minha frente, já com uma grande barriga, com uma quebra de tensão. Lembro-me do meu pai a chorar de alegria, quando soube que ele tinha nascido sem problemas. De ver aquela amostra de gente ao lado da mãe, na cama, e pensar que, de alguma forma, me sentia ligado a este ser com laços que nunca seriam quebrados.
Mudei-lhe fraldas, troquei-lhe a roupa e dei-lhe papa. Inventei mil e uma estórias mirabolantes, para que adormecesse, para que ficasse bem disposto, porque me pedia. Brinquei com ele, joguei com ele, como jogo com ele ainda. Vi-o sarapintado com varicela, mascarado de sapo, de diabo e de árvore, com caracóis e quase careca, com um grilo numa caixa e com um gato pelo gasganete. Partilhei o quarto com ele desde que deixou o berço, o quarto que agora já herdou quase por completo. Deixei a luz acesa à noite, e ajudei-o a trocar os lençóis quando acordavam ensopados. Consolei-o quando se aleijava. Ajudei-o com os trabalhos de casa. Levei-o à natação, fui ver saraus de ginástica, fui buscá-lo à ama e ao colégio. Vi-o conhecer cada letra, anos antes de ir para a escola. Vi-o entrar na primária, depois na preparatória, e na secundária, que hoje está a terminar para partir para a faculdade. Fomos (e somos) cúmplices nas brincadeiras, nas piadas que um começa e o outro acaba. Passou-se tanto até este ponto, desde que o puto nasceu até agora, que realmente só podia ter decorrido tanto tempo. Mas que pareceu um instante, pareceu.
Tenho quase 28 anos de ser mano (também te adoro, mana... sabes que nunca me senti o teu irmão mais velho; apesar de tudo sempre pareceu que éramos da mesma idade), mas 18 anos de ser o Mano Mais Velho… de ter alguém para quem eu estava lá em cima, para quem eu era um herói, alguém que eu podia ajudar e proteger. Sei que ele não deixa, nem nunca deixará, de ser o puto da família, o mais novo de todos. E vou continuar a ajudá-lo e a estar lá para ele quando precisar. Ao mesmo tempo, já é crescido, com tudo o que isso acarreta. Inclusive ter de tomar decisões e lidar com algumas coisas por si próprio. Dúvidas existenciais, problemas com raparigas… Essa parte não me conta directamente. Também não o posso censurar. Nunca ouviu um desabafo que fosse da minha parte, em relação a amores… por razões que, espero que venha a entender na íntegra, não têm a ver com eu não ter confiança nele mas com receios meus. Acho que tenho um pouco de medo de que, quando souber a verdade sobre a minha vida amorosa, deixe de me ver como o Big Brother que ele sempre admirou…
Claro que o puto fez 18 anos. Já cresceu. Eu é que quase não dei por isso. Estava ocupado demais a vê-lo crescer…
quinta-feira, março 22, 2007
O dia faz-se de noite
Não durmo o suficiente. Nunca durmo o suficiente. Resta saber porquê. Tenho uma cama, tenho um quarto sossegado (menos ao fim de semana – os meus vizinhos do lado são grandes fãs de trance em volume máximo). Ninguém me obriga a ficar acordado até às tantas. O que é certo é que há muito tenho os ciclos de vigília/repouso todos desregulados, com a quantidade de consequências que daí advém.
À conta disso, passo muitas vezes uns dias desgraçados. Com falta de concentração, falta de rendimento, falta de pachorra. Acordo irritadiço, com vontade de ficar mais tempo na cama. Estou sempre sem energia e com vontade de me encostar a um canto e dormir. Muitas vezes, nem nos apercebemos da influência que a forma como descansamos tem no nosso dia desperto. Acho que, se descansasse o suficiente, parte da minha vida seria bem diferente.
Isso eu sei. Resta fazer.
Ontem, o resto do dia correu com de costume. Sonolento, fui trabalhando… Almoço… Os olhos teimavam em fechar quando olhava para o monitor, mas consegui não deixar pender a cabeça mais do que duas ou três vezes. Depois saí, fui jantar e fui para casa… O serão ainda demorou, claro, que por mais sono que tenha tenho ainda mais alergia a deitar-me cedo. Parece um desperdício de tempo, aquele que se passa a dormir. É estúpido, porque acaba por ser o contrário. Menos tempo de repouso significa menos qualidade de vida, e menos tempo de vida, mesmo, porque o corpo não se regenera todos os dias como deveria. Num artigo que li ontem, a propósito do Dia Mundial do Sono, dizia-se que “muito prejudicial à saúde é a inversão do sono, não ter horas certas para dormir, ou deitar-se sempre após a uma da madrugada, porque se interrompe o ciclo biológico e é entre a uma e as três da manhã que se produzem substâncias como a melatonina, essenciais a um sono reparador”. Pelos vistos, há muito que o meu organismo não vê a melatonina… que pela descrição bem falta faz…
Ontem deitei-me à uma da manhã. O que é bom, comparando com a hora do costume. Não deixei de me levantar tarde; o cansaço acumulado é muito. Mas estou mais desperto, e sinto-me mais activo hoje. A ver se me convenço a mim próprio a continuar a fazê-lo, e me habituo. Essa era uma mudança de hábitos que só me fazia bem.










