Mostrar mensagens com a etiqueta civismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta civismo. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Riscos Rodoviários

Hoje quando chegou ao escritório, o meu chefe deu-me uma bela notícia:

“O teu carro está raspado atrás!”

O quê?!!! Não pode ser. Outra vez não.

Mas podia. Claro que sim. Deve ter sido ontem à noite, e hoje de manhã não reparei. Lá estava ela, uma bela colecção de raspadelas. Alguém fez uma razia sem espaço pelo meio à traseira do meu carro, e deixou mais uma marca bem visível.

Sim, mais uma. Apesar de o carro ser novo, tem já um currículo invejável de belos riscos na pintura, a maior parte feitos não por outro veículo, mas pelo que parece ser uma chave ou similar. Feitos por pessoa ou pessoas não identificadas a quem só posso desejar o mesmo: que lhe(s) raspem as fuças com um qualquer objecto metálico de forma casual e desprendida.

Quanto a quem se roçou no carro hoje à noite resta-me apenas o consolo de que a sua viatura terá tido igual sorte. Não que seja assim grande conforto. A besta poderia ter assumido a responsabilidade pelo acidente, o que não foi o caso, por isso o próprio carro riscado é o mínimo dos castigos.

Custa. Não fui eu que o comprei mas custa vê-lo assim novo e já todo marcado. Talvez custe mais, embora de outra forma, porque está à minha responsabilidade e pelo aspecto da coisa parece que estou pouco me lixando para o carro. E porquê? Muito provavelmente porque alguém não tinha nada para fazer e decidiu distrair-se a fazer riscos em chapa alheia. Olhe, e se fosse antes atirar-se para a frente de um comboio? Não era muito mais produtivo? Prezo muito a santidade da vida mas neste caso a maior perda era a perturbação temporária do tráfego ferroviário. E assim como assim os comboios chegam sempre atrasados mesmo…

quinta-feira, maio 10, 2007

A Andar

Surpresa das surpresas, hoje tinha o carro trancado de manhã. Mas nem só de maus estacionamentos vive o trânsito, e depois de a senhora sorridente retirar a sua viatura para eu sair, lá me meti a caminho.

E eis senão quando, numa das muitas rotundas que pontuam o meu percurso matinal, dois carros decidem passar ao mesmo tempo na minha saída, não chocando entre si por um triz. Acontece. O que já não é tão normal é o homem do jipe que vinha à frente travar de repente e sair do carro para tirar satisfações com o outro, bloqueando a estrada. Gesticulam ambos, e gritam, claramente discutindo de forma civilizada a questão da prioridade numa rotunda.

O trânsito pára, à espera que os senhores acabem. Felizmente, depressa chegam a um consenso (provavelmente sobre qual das respectivas mães tem uma virtude mais fácil) e lá seguem, cada qual acelerando tão desalmadamente como o outro. Provavelmente, para compensar o tempo perdido…

Até foram simpáticos, estes senhores. Não se pegaram à pancada. Isso tinha interrompido o tráfego por muito mais tempo. É que nesses casos a polícia demora tão pouco a chegar!...

segunda-feira, abril 30, 2007

Estacionário

Começa mais um dia, e são horas de ir trabalhar. Depois de me despachar, saio do prédio e dirijo-me ao carro. Abro a porta, meto a chave na ignição e volto a sair do carro. A seguir buzino, e espero. O costume.

O estacionamento é actualmente e cada vez mais um problema, qualquer que seja o sítio onde vivamos. Os carros, como cogumelos, aparecem por toda a parte a um ritmo impressionante. O espaço de estacionamento é que não cresce; muitas vezes diminui mesmo. Há muitas alturas em que encontrar lugar é uma aventura; esta é uma realidade a que não conseguimos fugir. A par dela, porém, existe uma outra, que torna tudo ainda pior: a falta de civismo a estacionar.

Todos já passámos por isso, uma vez ou outra: automóveis que são estacionados bloqueando outros, impedindo os primeiros de sair e obrigando as pessoas a esperar e desesperar. Por vezes é compreensível. Um descuido, por não se reparar que tapávamos outros, ou uma questão de momentos quando quem estaciona não tem mesmo outra hipótese nas ruas caóticas em que conduzimos. Aceitamos as desculpas e vamos à nossa vida.

Mas quando esta situação é recorrente e quando metade dos dias tirar o carro do estacionamento envolve ter de buzinar e ficar à espera que (quase sempre) AS MESMAS PESSOAS se dignem a vir retirar a viatura para que eu possa sair, só apetece mandá-los para um certo sítio. Não sabia (que falha no meu conhecimento geral!) que quando se compra um estabelecimento se compra o estacionamento em frente e, muito menos, se adquire o direito de trancar os carros dos outros só para não ter de andar mais de 5 metros até chegar à porta do café. Deve ser assim, porque geralmente até existem lugares nas proximidades; é é uma chatice ter de procurá-los quando é tão mais simples deixar o carro mesmo ali.

Eu não funciono assim. Quando por força das circunstâncias tenho mesmo de estacionar em segunda fila não fico descansado. De dois em dois minutos venho verificar se o carro está a atrapalhar, e despacho o que tenho a fazer (e isso não inclui ir ao café) o mais rápido que consigo. Por outras palavras, sou estúpido. Infelizmente, grande parte dos condutores está-se a borrifar para os direitos dos outros, e como em tantas outras coisas hoje em dia, aplica-se a lei da selva. É o “salve-se quem puder"…