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quarta-feira, agosto 10, 2011

First Flat Tire

Hoje mudei um pneu.
Pela primeira vez.
Sozinho.
O carro depois andou e tudo.
Sem abanar.
Sem perder o pneu sobresselente.
Sem entrar por uma fissura espaço-temporal aberrante porque o continuum se encontrava ameçado por tão estranha ocorrência.

Hoje mudei um pneu, sozinho.
Tou tão crescido...

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Riscos Rodoviários

Hoje quando chegou ao escritório, o meu chefe deu-me uma bela notícia:

“O teu carro está raspado atrás!”

O quê?!!! Não pode ser. Outra vez não.

Mas podia. Claro que sim. Deve ter sido ontem à noite, e hoje de manhã não reparei. Lá estava ela, uma bela colecção de raspadelas. Alguém fez uma razia sem espaço pelo meio à traseira do meu carro, e deixou mais uma marca bem visível.

Sim, mais uma. Apesar de o carro ser novo, tem já um currículo invejável de belos riscos na pintura, a maior parte feitos não por outro veículo, mas pelo que parece ser uma chave ou similar. Feitos por pessoa ou pessoas não identificadas a quem só posso desejar o mesmo: que lhe(s) raspem as fuças com um qualquer objecto metálico de forma casual e desprendida.

Quanto a quem se roçou no carro hoje à noite resta-me apenas o consolo de que a sua viatura terá tido igual sorte. Não que seja assim grande conforto. A besta poderia ter assumido a responsabilidade pelo acidente, o que não foi o caso, por isso o próprio carro riscado é o mínimo dos castigos.

Custa. Não fui eu que o comprei mas custa vê-lo assim novo e já todo marcado. Talvez custe mais, embora de outra forma, porque está à minha responsabilidade e pelo aspecto da coisa parece que estou pouco me lixando para o carro. E porquê? Muito provavelmente porque alguém não tinha nada para fazer e decidiu distrair-se a fazer riscos em chapa alheia. Olhe, e se fosse antes atirar-se para a frente de um comboio? Não era muito mais produtivo? Prezo muito a santidade da vida mas neste caso a maior perda era a perturbação temporária do tráfego ferroviário. E assim como assim os comboios chegam sempre atrasados mesmo…

quinta-feira, setembro 24, 2009

O meu é preto

"Herdado" de um colega que está de saída... Serve tanto de prémio por um bom trabalho até agora como de lembrete de que é melhor não fazer muita borrada ou estou sujeito a deixá-lo de "herança" a outro qualquer...

terça-feira, setembro 09, 2008

3 Carros, 1 Semana


1...


2...

...e 3!



segunda-feira, junho 16, 2008

WTF?????!!!!!!

Hoje, numa fila de trânsito quase parado, um polícia mandou-me encostar para me dizer expressamente, e passo a citar:

Você deve pensar que tem um Ferrari.

Pelos vistos, o senhor agente achou por bem atrasar-me no caminho para o trabalho porque o meu carro não tem símbolo da Renault no capot. Segundo ele, e pelo que consegui apurar através de repetidos comentários do mesmo calibre, acho que quitei a viatura e devo ser para aí um adepto fervoroso do tuning. Ainda bem que quando comprei o carro o pára-choques rebaixado se tinha partido e tivera de ser retirado, ou acho que desta é que tinha ido preso.

Depois de algum tempo de bocas completamente despropositadas, inspecção à minha carta e ao seguro do carro, deixei o (mesmo nada) simpático senhor agente para trás. Passados nem dois minutos, mais à frente, uma estúpida lembrou-se de repente de sair da faixa onde estava parada, passar um traço contínuo e atirar-se literalmente para a minha frente, não me dando alternativa a não ser guinar para a outra faixa, onde por sorte não havia ninguém. Acham que algum dos polícias nas proximidades (e ainda eram uns quantos) se dignou a tomar conhecimento?

Serviço público no seu melhor.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Vingança

Na segunda à noite, o carro andou. Assim, sem mais. Está bem, pensei. Passou-te. Ainda bem. Mas se achas que isto fica assim, enganas-te.

Ontem vinguei-me. Fui sair nele à hora do almoço. Depois, como quem não quer a coisa, deixei-o estacionado, com as luzes ligadas... imagino o que terá sido a sua tarde, definhando lentamente, sentindo a energia a sair da bateria sem esperança de a recuperar... Terá julgado, nos seus pensamentos abstractos de veículo motorizado, que eu não voltaria para o resgatar? Ter-se-à arrependido do que me fez dois dias antes?

Quando achei que já tinha tido a sua conta, voltei. Estava de rastos, completamente nas lonas, sem um pingo de energia... mas mesmo assim desafiou-me... Empurrado por dois colegas meus, fez a volta ao quarteirão, duas vezes, e não quis pegar. No fim, foi preciso ligar-lhe cabos aos bornes e dar-lhe choques eléctricos para aprender quem manda.

(espero bem que tenha aprendido... não me apetece nada ficar apeado outra vez...)

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Car Moods

Sentámo-nos três dentro do carro. A mana, o A.R. e eu. Tentei ligá-lo, mas não colaborou. Contrariei-o, lancei-o rua abaixo. Foi escusado. Depois de uma viagem curta, por força da gravidade, parou. Voltámos a sair e empurrámo-lo para a berma. Lá ficou, placidamente, sem se mexer. Não sei o que tem; ele também não me quis dizer. Talvez seja só birra, ou vontade de fazer gazeta num dia de chuva. O que sei é que à conta disso, a mana teve de ir de comboio, e nós os dois de autocarro.

Hoje à noite ainda vou buscá-lo. Se lhe apetecer vir. Mas ele que me faça isto mais vezes, e qualquer dia tem uma surpresa…