terça-feira, julho 31, 2007

Meme em Atraso (II)

Outro dos desafios em atraso do Peter Pan é este: "The 7 Random Thing Meme".

As regras são: Cada pessoa escreve sete factos casuais sobre a sua vida. Depois passa o desafio a outras sete, deixando um comentário no seu blogue para que essa pessoa saiba que foi desafiada.

Aqui vai:

  • Não consigo trocar cartas de Magic com ninguém porque não me consigo desfazer das que tenho, por mais inúteis que sejam;
  • Acordo frequentemente com a nítida sensação que o sonho que acabei de ter dava um autêntico filme; infelizmente nunca me consigo lembrar do argumento;
  • Leio vezes sem conta os mesmos livros, mesmo já sabendo a história de cor;
  • O meu primeiro nome é o do meu avô materno; o segundo veio do meu pai;
  • Geralmente, tenho de me obrigar a ir ao ginásio, mas depois de fazer exercício saio de lá relaxado e satisfeito por ter ido;
  • Quando estou em casa com a porta trancada tenho de saber sempre onde está a chave, não vá a casa começar a arder e eu não conseguir fugir;
  • O que me irrita nas T-shirts de tamanho M é o modo como me ficam largas no pescoço apesar de assentarem bem no resto do corpo.

Gostava de não fazer batota e passar o meme a outras sete pessoas, só que acho que o meu blog não chega a ter esse número de leitores... se alguém me quiser surpreender, está à vontade! :)

Meme em Atraso (I)

O Peter Pan passou-me, há já um tempinho, um meme dos livros. Decidi-me finalmente a dar-lhe seguimento (já não era sem tempo).

As regras deste meme são as seguintes:

-Pegar no livro mais próximo
-Abri-lo na página 161
-Procurar a 5.ª frase completa
-Colocar a frase no blogue
-Não vale usar o melhor livro que têm, usem o mais próximo
-Passar o desafio a cinco pessoas

A 5.a frase da página 161 diz assim:

“Na sua mão esquerda – não a que saíra da terra, descarnada como uma mão de um afogado – tinha o anel de noivado, com diamantes.”

O livro a que esta frase pertence está na minha gaveta do escritório; tenho andado a lê-lo na hora de almoço. É um pedaço de um livro dentro do livro... É parte integrante de "O Regresso de Misery", de Paul Sheldon... Que por sua vez faz parte de "Misery"... de Stephen King.

Passo este meme a quem ainda o não tenha feito e o queira continuar.

quinta-feira, julho 26, 2007

quinta-feira, julho 19, 2007

quarta-feira, julho 18, 2007

Relato de Férias: Holanda

Em falta mas não esquecido, está outro relato de férias. Que começo por “Afinal a Holanda é em Ferreira do Zêzere”.

O quê? Eu explico. Por sugestão do A.R., decidimos ir acampar, como no ano passado. Desta vez, escolhemos um cenário de praia fluvial. Água, árvores, tranquilidade e nós os dois. Em vez de um parque de campismo tradicional, optámos por uma quinta que encontrámos na net, onde se podia montar tenda na mesma, mas mais sossegada. Ligámos a reservar a estadia, e uma senhora simpática de sotaque carregado confirmou que tinham lugares.

Quando chegámos, deparámo-nos com um sítio muito giro. Um cantinho com todas as condições, muito bem arranjado, com direito a piscina e tudo (que chegámos a experimentar). O engraçado é que assim que passávamos os portões para dentro, estávamos num lugar híbrido, português porque ali era Portugal, mas onde todos, tirando nós os dois, falavam holandês, ou alemão, ou quanto muito inglês. Não só os anfitriões, que por sinal eram muito simpáticos, mas também os campistas. Éramos os únicos portugueses! Apesar disso, sentimo-nos em casa. A sensação durante as férias foi de que estávamos a acampar no quintal de amigos.

Chegámos, montámos a nossa tenda “Sport Billy”, o que demorou exactamente dois segundos, e depois passámos quatro dias a aproveitar as instalações e as redondezas.

Fizemos um amigo, o Vasco, a figura escura nas fotos abaixo. Viajámos de carro por caminhos tortuosos, inclinados e estreitinhos, tudo um pouco acima do meu limite de conforto. Procurámos praias, e em vez disso encontrámos piscinas de rio artificiais. Fizemos os nossos grelhados de campismo, que davam refeições fantásticas à sombra das árvores. Visitámos Tomar, onde vimos entre outras coisas o Café Paraíso, patos, o ovo estrelado mais inacreditável da história dos restaurantes, a loja de vestidos de noiva do Inferno, e o “Mistério da Estrada de Sintra”. Tivemos uma serenata nocturna de música pimba à boca da tenda, a aquecer o frio da noite de S.João.

E voltámos para casa, que o tempo não deu para mais. Com a sensação de que, mais uma vez, tínhamos ido “para fora cá dentro”.


segunda-feira, julho 16, 2007

Campanha Eleitoral

As eleições intercalares para a Câmara de Lisboa foram ontem, como é do conhecimento geral. Ganhou o PS, porque não podia ganhar a abstenção. O pessoal preferiu ficar em casa, ou a gozar as férias. Se virmos bem isso até se compreende. Haviam candidatos bem mais fortes, candidatos que poderiam realmente fazer a diferença mas que por uma razão ou por outra, acabaram por ficar de fora. Alguns até já tinham cartazes prontos e tudo. Para que tenham uma ideia mais abrangente do que poderia ter sido esta eleição, deixo aqui aqueles a que tive acesso.


Bem melhores do que os que se candidataram, não?

sexta-feira, julho 13, 2007

Dia de Azar

Surpresa! Numa sexta-feira 13, deixo-vos aqui uma senhora com azar...


Vá lá, comprem-lhe uma rifa... Pode ser que seja o vosso dia de sorte!

sexta-feira, junho 29, 2007

Relato de Férias: Japão

Seguindo o conselho "Vá para fora cá dentro", estas férias o Japão veio cá a casa.

Depois de mais de um ano desde a última vez que comemos sushi, já era tempo de voltarmos à carga. E como o A.R. estava mortinho para experimentar a sua aquisição da Feira do Livro voltámo-nos para o "Faça você mesmo". Ou melhor, ele fez sushi para nós.

Passámos dias a comprar os ingredientes. Nunca pensei que comida japonesa levasse TANTA coisa diferente! Quando finalmente conseguimos juntar tudo, o próximo passo foi a confecção propriamente dita. E aí percebemos porque a comida japonesa é tão cara...

Para ficar bem feita, leva horas a fazer! Passos atrás de passos, num ritual de preparação que rivaliza o próprio acto de degustar a refeição. Mas o A.R. esteve à altura, e depois de trabalhar com os ingredientes durante tanto tempo, e apesar do sake, conseguiu fazer uma refeição que, acreditem (e vão ter que acreditar, porque o sushi estraga-se depressa e não guardámos nenhum - mas podem ver as fotos abaixo e ficar cheios de inveja), estava absolutamente óptimo.

Foi uma óptima noite... pela comida fantástica e pela companhia, que é a melhor... que nos levou ao Japão sem sair de casa.




Domo Arigato.

quarta-feira, junho 27, 2007

Quatro mais Um


Fui ver “Fantastic Four – Rise of The Silver Surfer”, mais um dos filmes com personagens da Marvel a juntar aos que têm saído ultimamente.

Se gostei? Gostei. Este é um dos meus géneros preferidos, por isso à partida começa logo com pontos positivos… Afinal, depois de tanto tempo em que só lia revistas de super-heróis, posso vê-las desenrolar-se à minha frente, a cores (estonteantes) no ecrã. Mas vê-las, e não imaginá-las apenas, seria perfeito se o meio cinematográfico transmitisse sem tirar nem pôr o meio impresso. A verdade é que o que resulta num nem sempre resulta noutro, e isso, para quem já leu os originais, faz com que o filme, adaptado como inevitavelmente tem de ser, acabe por ser um “quase aquilo”. Isto desculpa-se, mas neste caso, só em parte.

A adaptação do argumento de um clássico como “A Chegada de Galactus” (peço desculpas se estraguei surpresas a alguém) terá de ser isso mesmo, uma adaptação. Nunca poderíamos ter num filme as nuances – e talvez pareça estranho a quem nunca leu Marvel que esteja a falar de nuances numa obra de banda desenhada – presentes num épico dessa magnitude, emprestada não só mas também por anos e anos de background que são o Universo Marvel. Mesmo assim, a parte da história que envolve o Surfista Prateado e o seu Mestre é satisfatória, ainda que curta.

No entanto, no centro de cada história, e o Quarteto Fantástico não é excepção, estão os personagens. Que infelizmente no filme estavam, como a passagem de BD para cinema, “quase lá”.

O Tocha Humana e o Coisa pareciam autênticos putos a guerrear um com o outro. E se isso é desculpável no que diz respeito ao Tocha, um late teen / daredevil / bon vivant, é bastante estranho num homem amargurado transformado em monstro de pedra. Se juntarmos a estes dois o casal Mulher (de Personalidade) Invisível e Senhor (Nem Por Isso) Fantástico, o resultado é uma família fraquinha. A caracterização do grupo como família deliciosamente disfuncional, parte inerente dos comics e que o torna afinal mais real, traduz-se basicamente no filme por uma cena de gritaria entre os quatro que para mim não funciona. Só me faz pensar “Calem-se lá com isso e vão apanhar o mau!”.

O outro lado da trincheira traz também um Doctor Doom despido tanto de armadura como de carisma. Surpresa das surpresas, no segundo filme da série alia-se aos bons apenas para (outra reviravolta inesperada – desculpem lá o spoiler) mais tarde os trair.

O personagem mais fiel ao original é afinal o extraterrestre. O Surfista Prateado é uma visão tornada realidade, decalcada da minha imaginação para o ecrã. No pouco tempo de interacção com os restantes, o homem que enterrou a sua humanidade para que o que amava pudesse continuar a existir brilha para além da sua pele prateada. É irónico que a pessoa mais real seja aquela feita por CGI.

Erros de casting aparte (nunca me vão convencer que Jessica Alba é a Mulher Invisível, por mais voltas que dêem), o problema maior do filme foi não ter levado os personagens suficientemente a sério. Havia espaço para deixá-los crescer, dar histórias individuais a cada um, caracterizá-los e torná-los mais humanos. Pois o que é a fantasia sem uma boa dose de realidade? Em vez disso, optaram por fazer um filme ligeiro de hora e meia, dirigido aos putos, público preferencial de Verão. Só assim se explica que a história apontasse basicamente para o fim do mundo, mas ninguém parecesse importar-se demasiado com isso.

Não me interpretem mal. Continuo a dizer que gostei do filme. É um bocado bem passado, com super-heróis, acção, fantasia hi-tech, um surfista espacial e mesmo um helicóptero a cair no meio de um casamento. Creio que o termo técnico para isso é “fixe”. Ficou foi na boca o gostinho amargo da oportunidade desperdiçada.


P.S. - Se virem o filme, façam de conta que nunca viram o Senhor Fantástico a dançar. É mau. Muito mau. Por favor, esqueçam que aconteceu.

terça-feira, junho 26, 2007

We Belong

Adesso no, non voglio più difendermi
Supererò dentro di me gli ostacoli
I miei momenti più difficili
Per te

There is no reason, there is no right
It's crystal clear
I hear your voice
And all the darkness disappears
Everytime I look into your eyes
You make me love you
Questo inverno finirà
And I do truly love you
Fuori e dentro me
How you make me love you
Con le sue difficoltà
And I do truly love you

I belong to you, you belong to me
Forever

Want you
Baby I want you
And I thought that you should know
That I believe
And you're the wind that's underneath my wings
I belong to you, you belong to me

Ho camminato su pensieri ripidi
You're my fantasy
Per solitudini e deserti aridi
You're my gentle breeze
Al ritmo della tua passione ora io vivrò
And I'll never let you go
L'amore attraverserò
You're the piece that makes me whole
Le onde dei suoi attimi
I can feel you in my soul
Profondi come oceani

Vincerò per te le parole che io sento
Quanto bruciano dentro le parole che non ho più detto, sai...

Oh..
Want you
Baby I want you
And I thought that you should know
That I believe

Lampi nel silenzio siamo noi yeah
I belong to you, you belong to me

You're the wind that's underneath my wings
I belong to you, you belong to me
Yeah hey yeah he

Adesso io ti sento
I will belong forever to you

I Belong to You
Anastasia & Eros Ramazzotti

segunda-feira, junho 25, 2007

quinta-feira, junho 07, 2007

Estou de Férias!!!!


Pois... estou de férias e só tenho uma coisa a dizer...
YEEEEESSSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, maio 29, 2007

Meme

O Peter Pan passou-me um meme para dar seguimento. Um 'meme' é um 'gen ou gene cultural' que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo 'memes' foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo 'genes'.

O meu meme... pensei que frase deveria escrever e não me saiu nenhuma, por isso, e como dicas de segurança são sempre valiosas, aqui vai.

Passo a quem porventura ainda passe por aqui, depois da falta de actualizações...

segunda-feira, maio 14, 2007

Foi um Festival

No Sábado pudemos assistir a mais um Festival Eurovisão da Canção. E que espectáculo que foi.

Marija Serifovic, vinda da estreante Sérvia, venceu o certame com o seu “Molitva”. Embora não tenha percebido a letra, facto que penso se deveu a não saber uma palavra de sérvio, a música e a maneira como interpretou a canção convenceram-me de que estava diante de um vencedor credível.


O segundo lugar, no entanto, é outra história.

Por momentos, chegou a conceber-se que Verka Serduchka, legítima seguidora do estilo Antonita Moreno, levasse “Dancing Lasha Tumbai(!)” ao lugar cimeiro do pódio.



Cada vez mais, o Festival se torna um mostruário de efeitos especiais, golpes publicitários e Músicas da Tanga ®. Ano após ano, e salvo algumas excepções, aumenta o número de participantes que aposta no “mais-que-festivaleiro”. Passada que é a era da canção pimba (que tentámos levar mais uma vez este ano, com a discípula de Emanuel, Sabrina), entramos na fase do “visual com música de fundo”. Por regra, o palco já por si psicadélico serve de base a performances que se aproximam do Cirque du Soleil, mas sem o mérito artístico.

Será que este é um futuro aceitável para o Eurofestival? Será que devemos aceitar as alterações como algo inevitável e deixá-lo continuar nos moldes que for, desde que continue? É que quer queiramos, quer não, sempre houve mais por trás do certame do que a mostra da realidade musical de cada país.

Na verdade, todos sabemos que o Eurofestival também serve para estimular o espaço Europa ao nível monetário e auto-promover o turismo europeu. Mas mesmo aceitando essa função, a questão que se impõe é até quando o modelo presente vai continuar a servir a Portugal em particular e a Europa Ocidental em geral. Com o progressivo aumento de participantes de Leste e o voto de compadrio e de vizinhança que sempre fez parte do certame mas que cada vez atinge níveis mais perturbadores da imparcialidade na avaliação do mérito de cada canção, é cada vez mais remota a hipótese de termos por cá uma final. Torna-se mesmo complicado ter um representante português que seja nessa mesma final. Então, porquê continuar a investir (e um investimento que não deve ser tão pouco como isso) numa situação que não nos trará dividendos? Para que o resto da Europa fique a conhecer Sabrinas?

Sinceramente não sei o que ache. Mas se calhar, Portugal devia ponderar a hipótese de partir para outros empreendimentos e trazer de volta, sei lá, os Jogos sem Fronteiras. Aí ao menos pessoal com estrelas na cabeça sempre tinha a ver com algum jogo. E escusávamos de, depois de pagar a factura, ficar ano após ano à porta da final, a olhar para dentro e a dizer “Que pena, ainda não foi desta…”

quinta-feira, maio 10, 2007

A Andar

Surpresa das surpresas, hoje tinha o carro trancado de manhã. Mas nem só de maus estacionamentos vive o trânsito, e depois de a senhora sorridente retirar a sua viatura para eu sair, lá me meti a caminho.

E eis senão quando, numa das muitas rotundas que pontuam o meu percurso matinal, dois carros decidem passar ao mesmo tempo na minha saída, não chocando entre si por um triz. Acontece. O que já não é tão normal é o homem do jipe que vinha à frente travar de repente e sair do carro para tirar satisfações com o outro, bloqueando a estrada. Gesticulam ambos, e gritam, claramente discutindo de forma civilizada a questão da prioridade numa rotunda.

O trânsito pára, à espera que os senhores acabem. Felizmente, depressa chegam a um consenso (provavelmente sobre qual das respectivas mães tem uma virtude mais fácil) e lá seguem, cada qual acelerando tão desalmadamente como o outro. Provavelmente, para compensar o tempo perdido…

Até foram simpáticos, estes senhores. Não se pegaram à pancada. Isso tinha interrompido o tráfego por muito mais tempo. É que nesses casos a polícia demora tão pouco a chegar!...

quinta-feira, maio 03, 2007

Welcome to the Dark Side



O uniforme negro. Sandman. Venom. Gwen Stacy. A vingança do Green Goblin. Está tudo lá.

Spider-Man 3
- Estreia hoje -

segunda-feira, abril 30, 2007

Estacionário

Começa mais um dia, e são horas de ir trabalhar. Depois de me despachar, saio do prédio e dirijo-me ao carro. Abro a porta, meto a chave na ignição e volto a sair do carro. A seguir buzino, e espero. O costume.

O estacionamento é actualmente e cada vez mais um problema, qualquer que seja o sítio onde vivamos. Os carros, como cogumelos, aparecem por toda a parte a um ritmo impressionante. O espaço de estacionamento é que não cresce; muitas vezes diminui mesmo. Há muitas alturas em que encontrar lugar é uma aventura; esta é uma realidade a que não conseguimos fugir. A par dela, porém, existe uma outra, que torna tudo ainda pior: a falta de civismo a estacionar.

Todos já passámos por isso, uma vez ou outra: automóveis que são estacionados bloqueando outros, impedindo os primeiros de sair e obrigando as pessoas a esperar e desesperar. Por vezes é compreensível. Um descuido, por não se reparar que tapávamos outros, ou uma questão de momentos quando quem estaciona não tem mesmo outra hipótese nas ruas caóticas em que conduzimos. Aceitamos as desculpas e vamos à nossa vida.

Mas quando esta situação é recorrente e quando metade dos dias tirar o carro do estacionamento envolve ter de buzinar e ficar à espera que (quase sempre) AS MESMAS PESSOAS se dignem a vir retirar a viatura para que eu possa sair, só apetece mandá-los para um certo sítio. Não sabia (que falha no meu conhecimento geral!) que quando se compra um estabelecimento se compra o estacionamento em frente e, muito menos, se adquire o direito de trancar os carros dos outros só para não ter de andar mais de 5 metros até chegar à porta do café. Deve ser assim, porque geralmente até existem lugares nas proximidades; é é uma chatice ter de procurá-los quando é tão mais simples deixar o carro mesmo ali.

Eu não funciono assim. Quando por força das circunstâncias tenho mesmo de estacionar em segunda fila não fico descansado. De dois em dois minutos venho verificar se o carro está a atrapalhar, e despacho o que tenho a fazer (e isso não inclui ir ao café) o mais rápido que consigo. Por outras palavras, sou estúpido. Infelizmente, grande parte dos condutores está-se a borrifar para os direitos dos outros, e como em tantas outras coisas hoje em dia, aplica-se a lei da selva. É o “salve-se quem puder"…

sexta-feira, abril 20, 2007

Boa Memória

Há dias, de manhã, fiz parte do caminho para o trabalho acompanhado por esta música na nova M80.



Depois do último acorde, a locutora declarou, num tom alegre e sacudido, que não era possível ouvi-la sem nos lembramos do filme. Do Neverending Story…

Ouch…

sexta-feira, abril 13, 2007

Sexta – 13, Sábado – HEROES

Mais uma sexta-feira 13, mais uma mulher quase despida…


Esta é a Niki. Para ela um espelho, mesmo sem estar partido, é definitivamente sinal de azar. Para perceberem porquê, é favor estarem atentos à TVI amanhã, pelas 14 horas. Ela vai lá estar… e sim, eu estou bem contente com isso!

quarta-feira, abril 04, 2007

Quando o puto faz anos

O puto fez QUANTOS!? 18 anos!!??

O meu irmão mais novo fez 18 anos. Deixou de ser tecnicamente um puto e passou a ser maior e, tanto quanto me lembro do boletim de vacinas dele, vacinado. Mais alto do que eu ele já era. Eu sabia disso, aceitava porque não tinha outro remédio. Mas apesar disso, ele sempre foi o miúdo, o infante lá da casa. O rei, muitas vezes. Porque é o mais novo, o menino quer, o menino manda. E agora…

Como é que já passou tanto tempo? Parece que foi ontem…

Lembro-me de quando os meus pais me chamaram a mim e à mana, nos sentaram no sofá e nos disseram que íamos ter mais um membro na família, e de como já não larguei a mão da minha mãe o resto da noite, apesar de já ter 14 e ser “um rapazinho crescido”. Lembro-me de irmos os quatro (os cinco) ao centro comercial comprar roupinha de bebé para o puto que aí vinha, lembro-me de como me assustei quando vi a minha mãe desfalecer e cair à minha frente, já com uma grande barriga, com uma quebra de tensão. Lembro-me do meu pai a chorar de alegria, quando soube que ele tinha nascido sem problemas. De ver aquela amostra de gente ao lado da mãe, na cama, e pensar que, de alguma forma, me sentia ligado a este ser com laços que nunca seriam quebrados.

Mudei-lhe fraldas, troquei-lhe a roupa e dei-lhe papa. Inventei mil e uma estórias mirabolantes, para que adormecesse, para que ficasse bem disposto, porque me pedia. Brinquei com ele, joguei com ele, como jogo com ele ainda. Vi-o sarapintado com varicela, mascarado de sapo, de diabo e de árvore, com caracóis e quase careca, com um grilo numa caixa e com um gato pelo gasganete. Partilhei o quarto com ele desde que deixou o berço, o quarto que agora já herdou quase por completo. Deixei a luz acesa à noite, e ajudei-o a trocar os lençóis quando acordavam ensopados. Consolei-o quando se aleijava. Ajudei-o com os trabalhos de casa. Levei-o à natação, fui ver saraus de ginástica, fui buscá-lo à ama e ao colégio. Vi-o conhecer cada letra, anos antes de ir para a escola. Vi-o entrar na primária, depois na preparatória, e na secundária, que hoje está a terminar para partir para a faculdade. Fomos (e somos) cúmplices nas brincadeiras, nas piadas que um começa e o outro acaba. Passou-se tanto até este ponto, desde que o puto nasceu até agora, que realmente só podia ter decorrido tanto tempo. Mas que pareceu um instante, pareceu.

Tenho quase 28 anos de ser mano (também te adoro, mana... sabes que nunca me senti o teu irmão mais velho; apesar de tudo sempre pareceu que éramos da mesma idade), mas 18 anos de ser o Mano Mais Velho… de ter alguém para quem eu estava lá em cima, para quem eu era um herói, alguém que eu podia ajudar e proteger. Sei que ele não deixa, nem nunca deixará, de ser o puto da família, o mais novo de todos. E vou continuar a ajudá-lo e a estar lá para ele quando precisar. Ao mesmo tempo, já é crescido, com tudo o que isso acarreta. Inclusive ter de tomar decisões e lidar com algumas coisas por si próprio. Dúvidas existenciais, problemas com raparigas… Essa parte não me conta directamente. Também não o posso censurar. Nunca ouviu um desabafo que fosse da minha parte, em relação a amores… por razões que, espero que venha a entender na íntegra, não têm a ver com eu não ter confiança nele mas com receios meus. Acho que tenho um pouco de medo de que, quando souber a verdade sobre a minha vida amorosa, deixe de me ver como o Big Brother que ele sempre admirou…

Claro que o puto fez 18 anos. Já cresceu. Eu é que quase não dei por isso. Estava ocupado demais a vê-lo crescer…