terça-feira, agosto 04, 2009

F#&@-se!!!

Ontem à tarde, o A.R. estava a trabalhar. Ao mesmo tempo, estava online no Messenger, a responder a quem falava com ele. Seria mais ou menos normal, se o A.R. tivesse acesso a um computador. Mas a verdade é que o A.R. que estava a trabalhar não se aproximou sequer de um computador a tarde toda.
Várias pessoas ligaram-lhe, preocupadas com o seu estado de saúde. É que o A.R. do Messenger dizia a quem com ele falava que estava muito doente, a passar dificuldades e a precisar de um empréstimo…

Quando nos apercebemos que algo estava errado, entrou-se na conta de Hotmail e alterou-se a password. As mensagens do A.R. fantasma (que pelos vistos escrevia primeiro em inglês e depois num português da tanga) cessaram. Ficaram as questões. Será que foi um vírus automático que de alguma forma entrou no Messenger dele? Ou foi alguém que activamente lhe pirateou a password e teve acesso directo ao mail? É que hoje em dia e cada vez mais a nossa caixa de correio virtual está repleta de pedaços da nossa vida, pessoal, pública, financeira, e perceber que alguém pode fazer de toda essa informação o que lhe der na real gana, é no mínimo preocupante.

E sabe-se lá quantas pessoas da lista dele levaram com estas mensagens… Os amigos, aqueles que o conhecem, sabem que ele nunca mandaria mensagens desta forma, e em dúvida entraram em contacto directo com ele. Mas e os outros? Os clientes, as pessoas com que não falamos há muito e estão na nossa lista, como ficam? Que aspecto dá levar com um pedido deste tipo?

Esperemos que tenham sido apenas os poucos que estariam online naquela altura a ver as mensagens, sem resultados práticos para quem quer que tenha feito isto, e esperemos que tenha sido apenas um vírus e que dados como moradas ou informações de trabalho guardadas nos mails nunca venham a ser usadas para coisas menos próprias. Mas uma situação destas faz-nos pensar que, por mais seguros que pensemos estar, há sempre alguém que arranja novas maneiras de nos lixar. Com F grande.

terça-feira, julho 28, 2009

sábado, julho 25, 2009

Já foi tempo de férias...

Acabaram as férias... e eu voltei.

Voltei a escrever aqui. Voltei a trabalhar. Voltei à rotina que pensando bem não deixei de ter durante as férias.

Tirando uma visita à praia, duas a hospitais, um jantar com amigos e a visita quase diária a uma superfície comercial em Lisboa, o restante tempo de férias foi mesmo em casa. Com direito a incontáveis chamadas de trabalho, porque sou parolo demais para desligar o telefone, e a dias de preguiça.

Pode ser que em Outubro dê para sair daqui por um tempo. Vamos ver. Depende do tempo, do tempo e do tempo. Que é como quem diz, da disponibilidade, da metereologia e do dinheiro.

Sim, vamos ver se esses 15 dias é que vão ser férias...

quarta-feira, junho 24, 2009

Letargia (mi)Crónica

Não vou escrever outro post sobre a falta de vontade de escrever... Até porque penso que nem é bem este o caso. Parece-me tratar-se mais, por estranho que pareça, de falta de vontade do blog de ser escrito...

segunda-feira, junho 01, 2009

O Dia da Criança foi ontem

Pelo menos foi o que me pareceu lá na Casa da Porteira... Houve reunião de colegas do A.R., e lá me coube a mim mais uma vez tomar conta dos filhos das visitas. Não me estou a queixar; apesar de conseguirem ser melgas, são um prato e eu não me importo de ser a ama. Mas os dois putos não foram os únicos... Entre a cantoria do Singstar, a rockada do Guitar Hero, os bonecos da Disney do Kingdom Hearts, os jogos diversos de igualmente diversas consolas portáteis e a pancadaria do Tekken, era difícil distinguir as crianças cronológicas das restantes...

Ainda bem que de vez em quando podemos desligar e dar atenção às crianças cá de dentro, né?

quarta-feira, maio 20, 2009

Verdade ou mentira - La Femme Trompée

Foi isso que me pareceu que ela estava a dizer… Foi em francês, por isso bem podia estar a pedir-me direcções para uma praça de táxis, mas se a percebi correctamente…

Já me chegou a ligar uma esposa furiosa a descompor-me por dormir com o marido

Há uns anos atrás, era eu solteiro (e bom rapaz, embora haja quem possa discordar – como a esposa em questão) e bem mais frequentador da vida nocturna do que hoje em dia, vi certa vez no MG um moço (que recordo como sendo bem apessoado, embora já não me lembre da cara dele) que me chamou a atenção. Eu olhei, dancei para o meu lado, ele olhou, dançou para o seu, e a coisa ficou por ali. Mas na próxima noite, por acaso, voltámos a encontrar-nos num outro bar, e depois da troca de algumas mensagens (por iniciativa dele) trocámos também números de telefone. Vim-me embora, mas como o rapaz era emigrante e estava de partida marcada na manhã seguinte para França, acabei por decidir “que se lixe!” e voltei a ir ter com ele.

Falámos. Afinal era casado e tinha uma filha, disse-me, e se eu não tinha problemas com isso. Como ele ia voltar para terras gaulesas no dia seguinte, e além disso não o tinha propriamente obrigado a estar ali, nada disso me pareceu muito relevante, e enrolámo-nos… Com a sede com que ele foi ao pote, deu para ver que a esposa andava muito enganada.

Pensava eu que depois disso nunca mais iria ouvir falar do moço, mas no dia seguinte, liga-me já de França… Alguns dias depois liga-me novamente… Não lhe dou muita saída, mas continua a telefonar… E no dia do meu aniversário, liga para me dar os parabéns – só que aí, ouço em fundo uma voz de mulher a discutir com ele; aparentemente, a esposa não está a achar muita piada à chamada. E uns dias mais, o telefone toca, eu penso “Outra vez?” e atendo. Afinal é a legítima; no seu tom tenso de esposa injustiçada, lembra-me em francês que o seu homem é casado e pai da sua filha, e que não tenho nada que andar com ele, ao que eu respondo em português “Está bem.” e desligo.

Se alguém seduzisse o meu namorado, consciente de que tínhamos uma vida a dois, não iria morrer de amores por essa pessoa, nem de perto nem de longe. Mas, no fim de contas, a única pessoa a quem eu me acho com legitimidade de condenar seria aquele que afinal de contas assumira um compromisso para comigo: o meu namorado.
A senhora não achou. Pensou com certeza que eu, destruidor inveterado de lares que sou, fizera mais uma vez das minhas e puxara o seu marido do caminho da virtude até ao meu regaço. Era eu com certeza a única fonte do colapso do seu casamento.
Não me vejo a ligar a ninguém, a dizer para largar o meu homem. Ainda mais estando essa pessoa a uns 2.000km de distância da minha (aí já não tão) cara-metade. Mas talvez se eu fosse de França fosse diferente. Os franceses são estranhos; basta ver o Sarkozi e a Carla Bruni. Ou talvez seja uma coisa de mulheres, não sei. Disso não percebo nada.

Ainda assim, o telefonema dela não foi o fim da estória. Passados alguns meses, já eu namorava com outra pessoa, ligou-me o gajo. Tinha deixado a mulher, ia voltar para Portugal e comunicou-me (!) que eu ia buscá-lo ao aeroporto.

Ainda hoje deve lá estar à espera.


P.S. – É tudo verdade.

quinta-feira, abril 30, 2009

Dei à Costa...

Entre viagens-relâmpago a Espanha e um bocado para olhar para o mar depois de ir ver um trabalho à Costa da Caparica, sempre vão havendo vantagens em ter um emprego que não existe só dentro de portas...

sábado, abril 25, 2009

quinta-feira, abril 23, 2009

quarta-feira, abril 22, 2009

Verdade ou mentira – WC|AR


Já me propuseram namoro numa casa de banho

Já estão a fazer o filme todo, não é?

Olhares que se cruzam, um momento de insanidade, sexo tórrido ao lado de um urinol, uma voz arfante que diz “Nunca senti nada assim. Contigo era pra sempre…”?

Não, o filme não está na prateleira dos XXX-rated. O filme é outro…

Peço-vos um exercício de imaginação. Imaginem que começaram a sair com alguém de quem estão a gostar, apenas dois meses depois de acabarem (e não da melhor maneira) outra relação, e por isso estão a tentar levar as coisas com calma. Imaginem que passado um mês, vão com ele, mais as duas irmãs, todos num carro (delas), passar um fim-de-semana de trabalho (dele) a quase 200km de distância.

O primeiro dia do trabalho, um desfile de moda, até correu bem, e estão de volta ao quarto de hotel arranjado pela organização, onde vão ficar os quatro. Nisto, ele puxa-vos para a casa de banho, e começam a falar. Lá fora, batem à porta do quarto, várias vezes, e é um corropio de gajas que entram e saem para o corredor, as irmãs e as modelos do desfile, todas acesas para irem para a night.

E, no meio dessa confusão que se ouve mesmo através da porta fechada do WC, ele pega em vocês e diz-vos que já não aguenta mais não saber e que vão ter de lhe dizer agora, naquele instante, se querem namorar com ele a sério ou não…

Podem parar de imaginar, porque foi assim que as coisas se passaram.

O que era suposto eu dizer? “Não, não vou arriscar ficar contigo, e agora, depois de me obrigares a estragar-te completamente o fim-de-semana, vou apanhar um comboio à uma da manhã porque vocês só vão para cima amanhã à noite”?! Podia bem tê-lo mandado pastar por me fazer isso. Mas não mandei. A sorte dele, a minha sorte, a sorte dos dois é que eu queria dizer que sim… Apesar do medo. Sim, medo, que a relação anterior ainda estava fresquinha e embora tivesse à minha frente uma pessoa muito diferente, ainda estava magoado. Mas como estamos juntos vai para mais de três anos, posso dizer sem sombra de dúvida que foi a decisão acertada… e isto (assim como este filme) é a verdade.

Parabéns a ti, meu actor principal (e único), pelo teu aniversário hoje… Que a vida te sorria hoje e sempre e continues a fazer filmes ao meu lado por muitos e muito anos!

quarta-feira, abril 01, 2009

Verdade ou Mentira - Luciana

Em honra do dia de S. Pinóquio, revisito o tema "As Três Mentiras" para lançar uma mini-série de posts aqui no Micrónicas, revelando a verdade, afinal. As oito bombásticas revelações (poderá haver qualquer coisa de exagero aqui) - a nona, a do dente, já foi respondida - serão editadas em ordem cronológica reversa (ou não tinham reparado que estavam por ordem!?) e sairão conforme me for apetecendo escrever.


A Luciana Abreu já disse que eu sou muito meiguinho

A coisa passou-se (ou não, se for mentira) no Jardim Zoológico. Lógico, né? Dentro de uma tenda. Claro... E foi consequência de eu ter besuntado a cara da Lucy com creme (Se calhar é melhor passar já para a próxima história que está-se mesmo a ver da veracidade disto...).

Socorrendo-me dos arquivos do A.R. para explicar afinal de que raio é que estou a falar (também podia ter dito logo que foi um desfile de beneficência da agência "Geração Radical" no Jardim Zoológico em que fui dar uma ajudinha ao A.R.) posso avançar para a parte em que me cai na cadeira de trabalho Luciana Abreu em pessoa.

Já ajudei o A.R. com a base do seu trabalho em vários desfiles que meteram famosos ou semi-famosos. E chamem-me estúpido, porque sei perfeitamente que (a maior parte da) gente famosa não morde, mas mesmo assim consigo ficar uma pilha de nervos e acabar por deixar o maquilhador profissional tratar do caso, enquando me dedico alegremente a almas desconhecidas. Dessa vez, não sei porquê, talvez porque houvessem outros ilustres ao mesmo tempo, fui convencido a tratar da pele daquela mocinha que não tinha nada, mas tinha tudo tudo tudo.

Lá a instalei e, para azar dela e do A.R., estávamos nesse dia a experimentar um creme que não o habitual. Que era bem mais concentrado do que o que eu costumava usar nestas circunstâncias. E que, apesar das recomendações para USAR POUCO, espalhei pela face da Lucy, morosa e cuidadosamente, até que a pobre ficou gordurosa como nunca. Felizmente, a minha lentidão, que espelha a minha inaptidão natural para este tipo de tarefas, é geralmente tomada como técnica de relaxamento, e esta vez não foi excepção. Lucy foi ficando cada vez mais relaxada e menos passível de reparar que estava a ficar engraxada. E depois de ficar mesmo, mesmo quase a dormir, passou para as mãos do A.R, que lhe perguntou (disse-me depois) se tinha sido bem tratada por mim. Ao que Floribella responde (nessa altura ainda era Floribella), provavelmente motivada pela pedra de sono, que sim, que eu era muito meiguinho.

Por isso lamento descer na tua consideração, G., mas... é verdade.


P.S. - O trabalhinho que o A.R. teve para lhe fazer uma maquilhagem de jeito depois do meu "serviço" é que não foi brincadeira...

segunda-feira, março 30, 2009

quinta-feira, março 26, 2009

Verdade ou Mentira - O dente

Verdade. Eu tinha mesmo um dente que fazia 90º com os seus vizinhos. Tinha, porque já não tenho. Ontem à tarde fui sentar-me na cadeira do dentista que, a coberto de uma boa anestesia, martelou, serrou, escarafunchou e puxou até que o meu juízo (vulgo siso) foi diminuído para ¾. Parece que o dito estava a prejudicar os restantes dentes, e teve de ir à vidinha dele, ou lá o que os dentes fazem quando são extraídos.

Hoje tenho uma batata numa bochecha, e até à hora de almoço, estava com dores e mal conseguia abrir a boca. Agora estou medicado, e não me dói tanto, mas tenho menos um dente. Será que fiquei mais leve à conta disto? Ei, cada grama conta…

Agora, a menos que algum dos meus outros dentes do siso esteja posicionado de forma idêntica ao malogrado, a verdade é que o meu dente a 90º é… (entra a música do programa da Teresa Guilherme)… mentira.

sexta-feira, março 13, 2009

Desafiar o azar


Com mais uma sexta-feira 13, a segunda no mesmo número de meses, fica a pergunta: devemos esperar que ela passe e que o azar nos passe ao lado... ou devemos mesmo desafiar o azar e tentar a nossa sorte?

quarta-feira, março 04, 2009

As três mentiras

Passados uns bons tempos de ter sido desafiado pelo Peter Pan a isso, deixo por aqui nove afirmações sobre a minha pessoa, sendo que três delas são mentiras.
  • Quando nasci fui baptizado à pressa porque os médicos não sabiam se eu sobreviveria;
  • O meu emprego ideal em pequeno era ser arquitecto;
  • Uma vez ganhei um prémio por dançar o “Thriller” do Michael Jackson;
  • O meu primeiro telemóvel caiu ao rio Tejo;
  • O melhor pão que já alguma vez comi foi na minha viagem a Viena de Áustria;
  • Já me chegou a ligar uma esposa furiosa a descompor-me por dormir com o marido;
  • Já me propuseram namoro numa casa de banho;
  • A Luciana Abreu já disse que eu sou muito meiguinho;
  • Tenho um dente que faz um ângulo de 90º com os restantes.
E agora se quiserem adivinhar estão à vontade... Passar a nove pessoas é que é mentira. Quanto muito, ao A.R., se ele estiver para aí virado...

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

sábado, fevereiro 21, 2009

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Tás-me a ver d'óculos?

É natural... Depois de tanto tempo a queixar-me que tinha de ir ao oculista, fui mesmo. A vista cansada ao final do dia era uma situação cada vez mais frequente; a gota de água foi uma dor de cabeça de caixão à cova com direito a má-disposição e tudo.

E agora tenho óculos. Só para trabalhar ao computador, ou quanto muito para conduzir à noite. É uma sensação a modos que estranha, sentir a vista um pouco distorcida... Os óculos (ok, está bem, comecei a usá-los hoje) ainda me fazem impressão. Espero adaptar-me a eles rapidamente, porque supostamente são para me fazer ver melhor, como os olhos grandes do lobo da história do Capuchinho Vermelho, e não para embaciarem sem mais nenhum resultado prático.

A maior parte das pessoas até agora disse que nem me ficam mal. Eu, a olhar para o espelho, ainda não consegui perceber se gosto de me ver ou não. Lá por casa, foi uma revolução porque o meu irmão (que era o único que faltava para além de mim) também começou a usar óculos há uma semana, e agora já não nos podemos rir uns dos outros. Pois é, os óculos novos podem até, quem sabe, ajudar-me a ter uma nova visão sobre o mundo. Só espero que não seja sempre assim tão nublada...