quarta-feira, dezembro 24, 2008

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Até ao Natal

A minha passagem a efectivo na empresa, esta semana, veio acompanhada de um aumento de trabalho. A época do Natal, por seu lado, vai encolhendo as semanas produtivas até ao final do ano. A coisa está-se a compor… E continuando a minha tradição natalícia, prendas compradas são praticamente zero até ao momento, por isso prevejo um período de muito stress, e Jingle Blues, até à consoada…

Se o Natal é quando um Homem quiser, não posso querer que seja num mês com 60 dias?

quarta-feira, dezembro 10, 2008

quinta-feira, dezembro 04, 2008

terça-feira, novembro 18, 2008

Decorações Brihantes

Mesmo com a minha firme crença em que a árvore de Natal só se faz no dia 1 de Dezembro, o A.R. já engalanou a sala com as decorações festivas. Como se não bastasse ele, fui também contrariado nisto, e em grande, pela Câmara Municipal de Almada. À nossa volta, lá em baixo, já se acenderam os milhares de lâmpadas que ladeiam as ruas dentro de tubos coloridos, e as que compõem as estruturas estrategicamente colocadas pelas praças da cidade. Até o nosso vizinho, aqui ao lado, já vestiu o seu fato de luzes, desta feita em forma de anjinhos, para celebrar o Natal…


Mas apesar destas demonstrações de opulência camarária, desengane-se quem pensa que o Natal é só brilho e fartura. Numa prova de que a crise toca a todos, especialmente nesta época de consumismo desenfreado, os tais anjinhos, tão brilhantes, tão alegres, estão pousados sobre uma mensagem, luminosa como eles. O que dizem? Boas Festas? Feliz Natal? Talvez Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade? Tentem outra vez. As letras que acendem e apagam dizem-nos simplesmente… Samsung. Hei, o que se há de fazer? Com tanta luz, alguém tem de pagar a conta da electricidade…

segunda-feira, novembro 10, 2008

Susto

Ontem apanhei um susto daqueles. Levantei-me e fui à janela. A vista fantástica da Casa da Porteira tinha desaparecido, escondida por detrás de uma película branca colada logo a seguir ao parapeito do terraço.


Assusta-se com pouco, pode-se pensar. Mas não, o susto não foi esse. A causa do medo foi outra. Nada mais, nada menos do que a fantástica pulga ronronante, a anã negra, a incrível e literal mini-destruidora de lares, dona do seu nariz e de mais alguns. Abro a porta para ir apreciar a não-vista, e eis senão quando a gata Maria sai disparada (mas mesmo disparada!) pelo terraço fora, correndo que nem uma louca. É de notar aqui que as visitas da gata ao exterior da casa se limitaram até hoje a algumas incursões breves e supervisionadas, não fosse o diabo tecê-las. A Maria é muito bom animal mas é variada das ideias (há quem diga que os animais são o espelho dos donos, mas isso agora não interessa nada) e a ideia era ser habituada aos poucos a privar num sétimo andar. Bem, esse plano já era.

Embora tomado de algum desconforto por ver a gata a correr de um lado para o outro como um tornado desvairado, bem pior estava para vir. Estava eu a uns quatro metros dela quando a senti fazer pontaria. Arrepiei-me; já sabia o que vinha a seguir. Tomando balanço, ela pára a corrida perto do muro, e num só movimento, dá um salto. O meu coração só não saiu pela boca porque o grito que soltei foi mais rápido. Em câmara lenta, como é da praxe, a Maria atingiu o ponto mais alto da sua trajectória e começou a cair. Ela ia ultrapassar o muro, já estava a antevê-la desaparecer da minha vista em queda livre até à rua... Nem sei bem como, lá conseguiu aterrar em cima do beiral, mas a custo. As patas dianteiras ainda ficaram do lado de fora, pressionadas contra o exterior do guarda-corpos. E, assim empoleirada num equilíbrio vacilante, ela olhou lá para baixo pela primeira vez.

Não se passou. Fitou o vazio por três segundos, virou-se e voltou ao chão do terraço. Não sei se percebeu o como esteve perto de se tornar uma mancha escura no passeio, mas o certo é que depois disto, voltou para dentro não muito a custo. O resto do dia esteve calminha, sem dar chatices. Nem escavou o vaso, nem comeu as folhas da planta, nem nada, o que não é nada normal.

Quanto a mim, finalmente lá me acalmei… Mas se aquela azeitona preta que mia me volta a fazer uma destas, atiro-a do terraço! A ver se não atiro!



P.S. – Não, não atiro. Gosto mesmo do raio do bicho…

domingo, novembro 02, 2008

Son(h)o

Só hoje à noite, depois de sonhar o que pareceram horas a fio, me apercebi que tenho mesmo andado a dormir pouco... porque mesmo puxando pela cabeça, não consigo lembrar-me qual foi a última vez que sonhei.

sábado, novembro 01, 2008

E o Halloween!?...


Este ano, foi virtual...

...assustadoramente virtual.

Buaahhahahahah!!!

quinta-feira, outubro 30, 2008

Indoors vs. Outdoors

O dia está cinzento, frio e chuvoso. Para qualquer pessoa, é complicado andar na rua com um tempo destes. Para o pessoal da minha empresa, que trabalha ao ar livre, e depende das boas graças das condições climatéricas, é um dia em que grande parte deles acaba por vir para o escritório, fazer trabalhos que bem precisam de ser acabados mas para os quais nunca há tempo.

Para mim, esta gente toda a trabalhar à minha volta significa um aumento significativo no nível de decibéis e a diminuição proporcional na minha capacidade de concentração. Só agora, na hora do almoço, é que a calma me envolve… mas não a posso aproveitar. Nem ao aconchego de estar dentro de portas. É que faltou a luz agora há pouco, e a menos que queira comer comida quase congelada (o microondas sem electricidade é um mono inútil, quem diria?) vou ter de sair para o frio e a chuva.

O que vale é que vou almoçar com a mãe e a mana, que está de visita… Só espero que é que o restaurante não esteja também às escuras, ou vou acabar por voltar da rua esfomeado e gelado para um escritório cheio de confusão o resto do dia. Nem sei o que me apeatece mais, neste momento. Se o indoors, se o outdoors...

sexta-feira, outubro 17, 2008

O Magalhães

O Magalhães já dá cartas nas escolas portuguesas (principalmente porque, cortesia do Plano Tecnológico, é de borla para as criancinhas). Para quem não saiba, o Magalhães é o primeiro computador português. Não por ser primeiro fabricado por portugueses, porque não foi; a Intel já fazia uma versão quase, quase igualzinha. Não por ter sido inventado por um português; o senhor Nicholas Negroponte já o tinha inventado ainda antes da Intel. Nós nem sequer fabricamos o processador que é o coração do Magalhães… vem direitinho… da Intel.

O Magalhães é o primeiro computador português porque em nenhum país a não ser no nosso o computador seria apresentado aos professores da forma que foi… com “acções de formação” em que carradas de professores acabaram a cantar o “Malhão do Magalhães” ou o “Esta vida de Magalhães está a dar cabo de mim”, ou mesmo a fazer números de circo… e onde a condescendência dos “formadores” estrangeiros foi criminosamente patente.

O Magalhães é a prova de que, mais uma vez, somos com certeza os primeiros em tudo… menos na Inteligência.

P.S.1 – Isto não tem nada a ver contigo, ò MaG.alhães!
P.S.2 – Só agora é que percebi que o computador Magalhães se chama assim porque podemos navegar com ele. Ah, as maravilhas de termos sido uma potência mundial há centenas de anos atrás…

sábado, outubro 11, 2008

terça-feira, setembro 30, 2008

Newman

Fecharam-se os olhos azuis mais fascinantes do cinema. E o legado maior que deixam para trás foi terem sido o menos importante em alguém que foi ao mesmo tempo um mito e o perfeito homem normal.



PAUL NEWMAN
26/01/1925 - 26/09/2008

sexta-feira, setembro 19, 2008

Agora sem carros

Como vem acontecendo nos últimos anos, decorre por esta altura a Semana Europeia da Mobilidade. A ideia é promover o uso de transportes colectivos, da bicicleta, ou até da caminhada como alternativa ao automóvel como meio de locomoção, e o lema deste ano é, bem a propósito, "Ar Puro Para Todos".

Almada aderiu mais uma vez, levando a cabo diversas actividades relacionadas com o ambiente, que vão culminar também mais uma vez no Sábado no Dia Europeu sem Carros, fechando uma parte da cidade ao trânsito automóvel.

É uma boa iniciativa, ainda que simbólica, mas tenho um pequeno reparo a fazer. O Dia sem Carros não vai decorrer em Almada propriamente dita, mas no Monte da Caparica. A ideia será descentralizar? Ou será que, com a cidade em pantanas como está, com as ruas completamente entupidas, ninguém ia reparar que não se podia andar de carro em Almada?

segunda-feira, setembro 15, 2008

Luar


"Tens que vir cá fora ver isto."

Saí. A luz preenchia o terraço, definindo contornos. Ao longe, sobre o rio coberto por uma película prateada, a lua estava cheia.

"Nunca tinha visto um luar assim."

Eu já. Quando era pequeno, transformando o quintal das traseiras num reino mágico, numa terra de pirilampos.

Ficámos os dois a olhar o céu. Os dois partilhando uma noite de pirilampos, desta vez foi partilhada.

Lá em baixo, os candeeiros da rua embrulhavam os trauseuntes num manto confuso, que não os deixava ver. Alheios ao esplendor do luar, caminhavam sozinhos.

terça-feira, setembro 09, 2008

3 Carros, 1 Semana


1...


2...

...e 3!



segunda-feira, setembro 01, 2008

Meio Post

Entre o emprego novo e a Casa da Porteira, nem tenho tido tempo para escrev

quarta-feira, agosto 20, 2008

Começou

Já comecei o novo trabalho. Ainda está na fase inicial; estou a conhecer os cantos à casa, a aprender a orientar-me. Até agora ainda não produzi nada. Sou um funcionário em treino, por isso é natural. No que respeita à adaptação, não me posso queixar. Tenho a vida um bocado facilitada, por ter vindo trabalhar com (algumas) pessoas que já conhecia, uma delas há uns anitos largos…


O que já deu para ver:

- Apesar dos horários alargados que eram apanágio do meu antigo emprego, posso dizer que passo mais tempo no novo – seja a trabalhar, seja no caminho;

- A maioria dos colegas, e isto inclui o chefe, são numa primeira abordagem simpáticos e acessíveis. Esperemos que se mantenham assim;

- As instalações, que são bem porreiras e vários passos à frente das anteriores, têm um defeito: são bastantes frias quando está frio e bastante quentes (segundo informações) quando está calor. Amanhã vou ter de vir de manga comprida, se não me quiser constipar (o que nesta altura não convinha nada);

- Fico localizado numa zona industrial, cercada de empresas mas sem nada ao pé; civilização, só de carro, por isso acabaram-se as idas ao supermercado e as montras à hora de almoço.


Para princípio, não está mal. Falta é perceber como vou dar-me com o trabalho propriamente dito...

quinta-feira, agosto 14, 2008

Oh my God, I'm gonna miss you... not too much.


Chegou o dia de me despedir do escritório em Almada.

Ainda vou ter saudades. Sim, é um bocado lamechas da minha parte, e não, não olho para trás e penso que foi tudo um mar de rosas. Muitas vezes foi desesperante, decepcionante, desanimador. Só que também teve os seus aspectos positivos, e vivo com estas pessoas há tanto tempo que vai ser difícil não as ter por perto; algumas mais do que outras, mas todas elas até certo ponto. Hoje olho para esta sala, praticamente vazia porque estamos em Agosto, e sei que se tudo correr bem, e esperemos que sim, não voltarei a este posto de trabalho onde passei tantas horas da minha vida. E os outros vão continuar aqui, e a vida vai continuar neste pedaço de universo, sem mim...

É tempo de fazer parte de um novo universo. Vou ter saudades, saudades q.b., mas é chegada a hora de avançar. Oito anos depois de entrar, saio por mim. Não porque a empresa faliu, ou porque me tenham mandado embora. Saio porque era (mais do que) altura de sair.

Adeus, trabalho velho. Vou-me embora. Fica bem.

sexta-feira, agosto 08, 2008

Mascotes Olímpicas

Assinalando o início dos Jogos Olímpicos de Pequim, deixo aqui no Micrónicas o desejo de boa sorte a todos os atletas portugueses... A cerimónia de abertura foi absolutamente deslumbrante e estes Jogos, apesar de terem por trás o desejo da China de impressionar o mundo com a sua grandiosidade (ou exactamente por isso), prometem ser inesquecíveis.

Mas não há bela sem senão e nem tudo pode ser impressionante. Afastando-se um pouco deste tom, temos as mascotes olímpicas, que me fazem lembrar um cruzamento entre os Power Rangers e os Teletubbies...


Convenhamos, não estão mal de todo, mas conheço muito boa gente que preferiria mascotes diferentes, talvez até atletas, quem sabe, e mais imponentes...


... como foi o caso da Top Atlântico, uma agência de viagens nacional que optou por colocar em cartazes gigantes alguns atletas portugueses com bom aspecto, em vez de nos presentear com PowerTubbies com nomes de que nem os chineses gostaram. E estão bem, os moços. Pelo menos, um pouco melhor do que um panda com folhas na cabeça, não?

Bons Jogos para todos!

quarta-feira, agosto 06, 2008

ABBA

16 anos volvidos do seu lançamento, o disco "Gold", dos ABBA, voltou a ser n.º1 de vendas no top britânico. Graças à estreia do filme "Mamma Mia!", que cá em Portugal vamos poder ver a partir de Setembro, e que usa e abusa do espólio musical dos ABBA, este "Greatest Hits" (que comprei para os meus pais há alguns anos atrás - a pensar mais em mim do que neles, tenho de confessar) destronou os Coldplay e é neste momento o (mais uma vez e, pelos vistos, sempre) o preferido das massas consumidoras de música.

O que é que faz os ABBA tão desejados, mesmo depois de 25 anos após a sua dissolução, poderão perguntar? Ao que eu respondo: "Não é óbvio?". Basta ouvir uma das suas músicas, qualquer uma, e não conseguimos tirá-la da cabeça o resto do dia. A mim, enchem-me sempre as medidas com as suas toadas melodiosas e contagiantes, e é impossível não abanar pelo menos a cabeça ou bater o pé.

Os ABBA são o pop no seu estado mais puro. Gosto deles porque simplesmente não tenho opção. Ponto final. Mas alguém consegue não gostar?