quarta-feira, janeiro 28, 2009

Vai uma rifa?

Rifa-se: Papa, modelo Bento XVI

Estado: pouco usado como Papa, apesar da idade

Motivo: Parece não funcionar como deve ser. Depois do retrocesso que trouxe a vários sectores da relação igreja/comunidade, patente desde o início da sua utilização, continua a efectuar tarefas erróneas como o discurso sobre o estado do ano que passou, em que o destaque, no meio do lindo estado em que está o mundo, foi o flagelo para as famílias que é a comunidade gay, e agora, o acolhimento de volta ao seio da igreja católica de senhores bispos que advogam que o holocausto nazi foi largamente exagerado e que nunca houve nada dessas câmaras de gás… Serão resquícios dos tempos de mocidade em que o nosso papa integrou a Juventude Hitleriana?

Contactar: (espaço deixado em branco porque ninguém vai querer comprar rifas, mesmo...)

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Goodbye, Mr. Bush!

Ah, George Bush... I guess this is goodbye. Let's sing, shall we? With feeling, everyone!


Now decisions that you leave behind
Are just memories of a brainless life
Some that made us laugh, some that made us cry
One that forced you have to say goodbye
What much'd give to wrap their fingers 'round your neck
To shut your lips, hold you in check
When you say your prayers try to understand
You've made mistakes, you stupid man


Always - Bon Jovi
(slightly adapted)



E pronto, chega ao fim a era Bush. Para quem se quiser despedir condignamente do senhor, um dos meus primeiros posts ainda lá está...

sexta-feira, janeiro 09, 2009

A. - Ano Trinta e Quatro

“Então, estás mais velho!”

Estou. Sei que sim. Mas se não soubesse ainda, tinha ficado de certeza a saber, porque praticamente toda a gente que me deu os parabéns este ano começou a conversa com esta frase.
Sei que já não vou para novo. Que os brancos aumentam a sua influência no tom geral do meu cabelo, e que lentamente o meu metabolismo vai desacelerando, acrescentando células adiposas à minha linha de cintura. Que, longe do tempo em que saía a cada santa sexta-feira, hoje me enrosco no sofá e prefiro (!) muitas vezes o quente da sala ao ar fresco.
Estou mais velho, pois estou, mas não estou velho. Continuo a ser o mesmo. Apenas junto ao eu que já era o eu que fui acumulando ao longo dos últimos anos. O eu que se apercebe de coisas que antes não via, e que pensa em coisas que não pensava, e que se vê a braços com mais responsabilidade(s) e tem de lidar com ela(s).
A pouco e pouco, tenho mais rugas, mais peso, mais brancos. E se Deus quiser, vou continuar a ter mais e mais, ao longo dos anos. O tempo passa por todos. Porque é que eu havia de ser diferente?

Chegaram os 34, no dia 7. E chegaram bem.
Agradeço àqueles, e não foram poucos, que me desejaram, em pessoa ou por mensagem, um feliz aniversário.
Agradeço na mesma àqueles que, por esquecimento ou mesmo por desconhecimento da data do meu aniversário, quereriam desejar-me felicidades e não o fizeram.
E agradeço ainda aos que não me queriam mesmo desejar um feliz aniversário por me terem poupado a ouvir felicitações fingidas e da boca pra fora.

“Ena, estás mais velho!”. Também tu.

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Passagem

A passagem do dia 31 para dia 1, tumultuosa no que a antecedeu pelas indefinições quanto ao que fazer, acabou por transformar-se numa noite de família. Se por um lado tenho a certeza que me teria divertido noutros sítios, como em casa do G., a verdade é que já há uns anos valentes não passava o reveillon com os meus pais, e foi óptimo estar com eles novamente na Casa da Porteira. Apesar da resistência inicial do meu pai em sair de casa, foi e estava feliz. Foi bom vê-los assim satisfeitos, foi bom ver o A.R. satisfeito, atarefado a preparar o jantar com a ajuda do meu pai, a fazer chouriço assado como uma das (mil e uma) entradas que a minha mãe adorou. Foi bom passar a meia-noite ao pé coxinho, a gritar "oh Elsa!!!!" a plenos pulmões no terraço, a beber espumante tinto. Nem o nevoeiro, que tapou a maior parte do fogo de artifício, conseguiu estragar o que quer que fosse. Foi bom cantar em duetos loucos até às 4 da manhã, e principalmente foi bom constatar que cada vez mais o A.R. sente o sr. S., a dona L. e os meus manos como família, e vice-versa.

Foi, foi bom. Que 2009 seja tão bom como as entradas. Vamos a ele, pessoal!

quarta-feira, dezembro 24, 2008

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Até ao Natal

A minha passagem a efectivo na empresa, esta semana, veio acompanhada de um aumento de trabalho. A época do Natal, por seu lado, vai encolhendo as semanas produtivas até ao final do ano. A coisa está-se a compor… E continuando a minha tradição natalícia, prendas compradas são praticamente zero até ao momento, por isso prevejo um período de muito stress, e Jingle Blues, até à consoada…

Se o Natal é quando um Homem quiser, não posso querer que seja num mês com 60 dias?

quarta-feira, dezembro 10, 2008

quinta-feira, dezembro 04, 2008

terça-feira, novembro 18, 2008

Decorações Brihantes

Mesmo com a minha firme crença em que a árvore de Natal só se faz no dia 1 de Dezembro, o A.R. já engalanou a sala com as decorações festivas. Como se não bastasse ele, fui também contrariado nisto, e em grande, pela Câmara Municipal de Almada. À nossa volta, lá em baixo, já se acenderam os milhares de lâmpadas que ladeiam as ruas dentro de tubos coloridos, e as que compõem as estruturas estrategicamente colocadas pelas praças da cidade. Até o nosso vizinho, aqui ao lado, já vestiu o seu fato de luzes, desta feita em forma de anjinhos, para celebrar o Natal…


Mas apesar destas demonstrações de opulência camarária, desengane-se quem pensa que o Natal é só brilho e fartura. Numa prova de que a crise toca a todos, especialmente nesta época de consumismo desenfreado, os tais anjinhos, tão brilhantes, tão alegres, estão pousados sobre uma mensagem, luminosa como eles. O que dizem? Boas Festas? Feliz Natal? Talvez Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade? Tentem outra vez. As letras que acendem e apagam dizem-nos simplesmente… Samsung. Hei, o que se há de fazer? Com tanta luz, alguém tem de pagar a conta da electricidade…

segunda-feira, novembro 10, 2008

Susto

Ontem apanhei um susto daqueles. Levantei-me e fui à janela. A vista fantástica da Casa da Porteira tinha desaparecido, escondida por detrás de uma película branca colada logo a seguir ao parapeito do terraço.


Assusta-se com pouco, pode-se pensar. Mas não, o susto não foi esse. A causa do medo foi outra. Nada mais, nada menos do que a fantástica pulga ronronante, a anã negra, a incrível e literal mini-destruidora de lares, dona do seu nariz e de mais alguns. Abro a porta para ir apreciar a não-vista, e eis senão quando a gata Maria sai disparada (mas mesmo disparada!) pelo terraço fora, correndo que nem uma louca. É de notar aqui que as visitas da gata ao exterior da casa se limitaram até hoje a algumas incursões breves e supervisionadas, não fosse o diabo tecê-las. A Maria é muito bom animal mas é variada das ideias (há quem diga que os animais são o espelho dos donos, mas isso agora não interessa nada) e a ideia era ser habituada aos poucos a privar num sétimo andar. Bem, esse plano já era.

Embora tomado de algum desconforto por ver a gata a correr de um lado para o outro como um tornado desvairado, bem pior estava para vir. Estava eu a uns quatro metros dela quando a senti fazer pontaria. Arrepiei-me; já sabia o que vinha a seguir. Tomando balanço, ela pára a corrida perto do muro, e num só movimento, dá um salto. O meu coração só não saiu pela boca porque o grito que soltei foi mais rápido. Em câmara lenta, como é da praxe, a Maria atingiu o ponto mais alto da sua trajectória e começou a cair. Ela ia ultrapassar o muro, já estava a antevê-la desaparecer da minha vista em queda livre até à rua... Nem sei bem como, lá conseguiu aterrar em cima do beiral, mas a custo. As patas dianteiras ainda ficaram do lado de fora, pressionadas contra o exterior do guarda-corpos. E, assim empoleirada num equilíbrio vacilante, ela olhou lá para baixo pela primeira vez.

Não se passou. Fitou o vazio por três segundos, virou-se e voltou ao chão do terraço. Não sei se percebeu o como esteve perto de se tornar uma mancha escura no passeio, mas o certo é que depois disto, voltou para dentro não muito a custo. O resto do dia esteve calminha, sem dar chatices. Nem escavou o vaso, nem comeu as folhas da planta, nem nada, o que não é nada normal.

Quanto a mim, finalmente lá me acalmei… Mas se aquela azeitona preta que mia me volta a fazer uma destas, atiro-a do terraço! A ver se não atiro!



P.S. – Não, não atiro. Gosto mesmo do raio do bicho…

domingo, novembro 02, 2008

Son(h)o

Só hoje à noite, depois de sonhar o que pareceram horas a fio, me apercebi que tenho mesmo andado a dormir pouco... porque mesmo puxando pela cabeça, não consigo lembrar-me qual foi a última vez que sonhei.

sábado, novembro 01, 2008

E o Halloween!?...


Este ano, foi virtual...

...assustadoramente virtual.

Buaahhahahahah!!!

quinta-feira, outubro 30, 2008

Indoors vs. Outdoors

O dia está cinzento, frio e chuvoso. Para qualquer pessoa, é complicado andar na rua com um tempo destes. Para o pessoal da minha empresa, que trabalha ao ar livre, e depende das boas graças das condições climatéricas, é um dia em que grande parte deles acaba por vir para o escritório, fazer trabalhos que bem precisam de ser acabados mas para os quais nunca há tempo.

Para mim, esta gente toda a trabalhar à minha volta significa um aumento significativo no nível de decibéis e a diminuição proporcional na minha capacidade de concentração. Só agora, na hora do almoço, é que a calma me envolve… mas não a posso aproveitar. Nem ao aconchego de estar dentro de portas. É que faltou a luz agora há pouco, e a menos que queira comer comida quase congelada (o microondas sem electricidade é um mono inútil, quem diria?) vou ter de sair para o frio e a chuva.

O que vale é que vou almoçar com a mãe e a mana, que está de visita… Só espero que é que o restaurante não esteja também às escuras, ou vou acabar por voltar da rua esfomeado e gelado para um escritório cheio de confusão o resto do dia. Nem sei o que me apeatece mais, neste momento. Se o indoors, se o outdoors...

sexta-feira, outubro 17, 2008

O Magalhães

O Magalhães já dá cartas nas escolas portuguesas (principalmente porque, cortesia do Plano Tecnológico, é de borla para as criancinhas). Para quem não saiba, o Magalhães é o primeiro computador português. Não por ser primeiro fabricado por portugueses, porque não foi; a Intel já fazia uma versão quase, quase igualzinha. Não por ter sido inventado por um português; o senhor Nicholas Negroponte já o tinha inventado ainda antes da Intel. Nós nem sequer fabricamos o processador que é o coração do Magalhães… vem direitinho… da Intel.

O Magalhães é o primeiro computador português porque em nenhum país a não ser no nosso o computador seria apresentado aos professores da forma que foi… com “acções de formação” em que carradas de professores acabaram a cantar o “Malhão do Magalhães” ou o “Esta vida de Magalhães está a dar cabo de mim”, ou mesmo a fazer números de circo… e onde a condescendência dos “formadores” estrangeiros foi criminosamente patente.

O Magalhães é a prova de que, mais uma vez, somos com certeza os primeiros em tudo… menos na Inteligência.

P.S.1 – Isto não tem nada a ver contigo, ò MaG.alhães!
P.S.2 – Só agora é que percebi que o computador Magalhães se chama assim porque podemos navegar com ele. Ah, as maravilhas de termos sido uma potência mundial há centenas de anos atrás…

sábado, outubro 11, 2008

terça-feira, setembro 30, 2008

Newman

Fecharam-se os olhos azuis mais fascinantes do cinema. E o legado maior que deixam para trás foi terem sido o menos importante em alguém que foi ao mesmo tempo um mito e o perfeito homem normal.



PAUL NEWMAN
26/01/1925 - 26/09/2008

sexta-feira, setembro 19, 2008

Agora sem carros

Como vem acontecendo nos últimos anos, decorre por esta altura a Semana Europeia da Mobilidade. A ideia é promover o uso de transportes colectivos, da bicicleta, ou até da caminhada como alternativa ao automóvel como meio de locomoção, e o lema deste ano é, bem a propósito, "Ar Puro Para Todos".

Almada aderiu mais uma vez, levando a cabo diversas actividades relacionadas com o ambiente, que vão culminar também mais uma vez no Sábado no Dia Europeu sem Carros, fechando uma parte da cidade ao trânsito automóvel.

É uma boa iniciativa, ainda que simbólica, mas tenho um pequeno reparo a fazer. O Dia sem Carros não vai decorrer em Almada propriamente dita, mas no Monte da Caparica. A ideia será descentralizar? Ou será que, com a cidade em pantanas como está, com as ruas completamente entupidas, ninguém ia reparar que não se podia andar de carro em Almada?

segunda-feira, setembro 15, 2008

Luar


"Tens que vir cá fora ver isto."

Saí. A luz preenchia o terraço, definindo contornos. Ao longe, sobre o rio coberto por uma película prateada, a lua estava cheia.

"Nunca tinha visto um luar assim."

Eu já. Quando era pequeno, transformando o quintal das traseiras num reino mágico, numa terra de pirilampos.

Ficámos os dois a olhar o céu. Os dois partilhando uma noite de pirilampos, desta vez foi partilhada.

Lá em baixo, os candeeiros da rua embrulhavam os trauseuntes num manto confuso, que não os deixava ver. Alheios ao esplendor do luar, caminhavam sozinhos.

terça-feira, setembro 09, 2008

3 Carros, 1 Semana


1...


2...

...e 3!



segunda-feira, setembro 01, 2008

Meio Post

Entre o emprego novo e a Casa da Porteira, nem tenho tido tempo para escrev